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Ela chega já amanhã!!

28.1.09


A minha querida Patrícia chega a Milão.
Vem cá passar um belo fim-de-semana comigo.
Tenho 4 dias para lhe mostrar quão fantástica é Milão: aperitivos, passeios em Brera e na Piazza Duomo, em busca dos (não tantos) homens bonitos e heterossexuais milaneses, caça ao risotto, fotos nos Navigli....enfim, vai ser giro giro!
Boa viagem Pat!


Ue Virginia milanese, qualche consiglio-assolutamente-da-seguire?

Exercício mental

28.1.09
Não tenho muito jeito para relatórios em excel.
Aliás, não foi para isso que fui contratada sequer.
Portanto hoje antes de ter ataques de pânico, repito para mim mesma uma pérola citada por esse grande vulto que é a Sharon Stone:

If you act like you know what you're doing, you can do anything you want - except neurosurgery.

Desafio aceite

27.1.09
Obrigada Tanita pelo convite ao desafio de contar 16 factos aleatórios sobre a minha pessoa. Não sei bem por onde começar, mas vamos lá tentar:

1. Segundo o meu mapa-astral sou exactamente 50% Escorpião 50% Sagitário (nasci na noite de 22 de novembro), o que me deixa contente porque de cada vez que me porte mal não me poderão jogar à cara "Pois está visto, vê-se logo que és Escorpião". Depois o meu factor sociável e amante das viagens só podia vir do Sagitário. Não só sou cruzamento de signos, como sou cruzamento de raças (o meu pai é negro, a minha mãe é branca), o que faz de mim uma pessoa muito complexa. :)

2. Sou viciada em trabalho, em traduções para ser mais exacta. Mal acabo um projecto enorme e juro para mim mesma que vou descansar durante uma semana inteira, se por acaso recebo um e-mail com outra proposta de trabalho, digo logo que sim aos saltos.

3. Tenho uma paixão pelo Rio de Janeiro. Fiz lá o meu estágio em 2005-06 e repito sempre que foi a minha época mais feliz. Época de samba no pé, de comprar verniz Risqué, de escolher colares e pulseiras nos camelôs, de passear no calçadão, de beber suco de abacaxi com hortelã, de sensualidade e sal à flor da pele, de pêlos dos braços descolorados com água oxigenada sob o sol de Ipanema, de arroz e feijão todos os dias, dos tríceps que ganhei com a malhação num ginásio de quinta categoria e que ainda hoje se mantêm ali firmes, de estar sempre a contar os centavos para poder comprar sandálias e revistas. Sim, fui muito feliz.

4. Nunca tive um cão. Acho que todas as pessoas só se tornam um adulto decente se tiveram um cão na vida. Por isso estou a pensar arranjar um daqui a uns aninhos. Mas não gosto daquelas "amostras" de cão. Gosto de cão a sério, tipo o São Bernardo. Ou Beethoven para os leigos.

5. Sou esquisita com comida. Não gosto de bolos ou bolachas com frutos. Não como animais que são simpáticos na vida real: coelho, cabrito, cavalo, carneiro, cão. Mas nem sequer como os antipáticos: porco, crocodilo, polvo. Como só carne de vaca, de perú e de frango e sou feliz assim.

6. Tenho o sonho de entrar para a televisão e ser uma espécie de Oprah Winfrey portuguesa. Sei que tenho jeito. O pior mesmo é aperceber-me que hoje em dia para entrar para a televisão devemos ter cerca de 40kgs e ter implantes de silicone. E não me encaixo nestes parâmetros.

7. Perdi a virgindade muito tarde na vida. Às vezes gostava de ter sido uma cabra na juventude. Talvez me tivesse ensinado a jogar nas relações e a sofrer menos quando uma acaba.

8. Tenho a língua muito afiada. É algo que estou a aprender a controlar. Na verdade é o meu espírito crítico que é muito desenvolvido, mas estou a aprender a usá-lo para o bem.

9. Tenho um bocado a mania que sou engraçada. 95% das vezes corre-me bem. No geral as pessoas gostam de mim e riem-se das piadas. Nas outras 5% eu calo-me e engulo em seco. Não levo a mal porque sei que não se pode ganhar sempre.

10. Faço uma média de um ou dois amigos por ano. Daqueles que duram para toda a vida e que seriam capazes de nos colocar compressas na cabeça quando estivéssemos doentes.

11. Grande parte do tempo em que estou em casa, passo-o a navegar em blogues de pessoas que não conheço. Tempo em que poderia estar a ler literatura a sério.

12. Não tenho jeito nenhum para dançar. Sou descoordenada. Nem sequer step consigo fazer.
É um dos meus desgostos.

13. O meu pai é cantor e dele herdei a voz e o carisma. Da minha mãe herdei o jeito para responder às perguntas do "Quem Quer Ser Milionário".

14. Não aceito bem quando as pessoas não gostam de mim. Fico a remoer durante semanas e exijo ao universo que me seja dada a oportunidade de provar a esses cromos que sou boa pessoa. Nem sempre acontece, o que me deixa um amargo na boca. Aos poucos vou-me esquecendo dessas pessoas. Deve ser o que os intelectuais chamam "amadurecimento".

15. Os meus 5 actores preferidos são todos homens: Al Pacino, Edward Norton, Robin Williams, Nicolas Cage e "------". Este último é rotativo, cada ano muda. Este ano ainda não escolhi ninguém.

16. Compro muitos, muitos livros e não os leio. Tenho o objectivo de criar uma biblioteca na minha própria casa com todas as centenas de livros que tenho vindo a comprar desde a universidade.

O meu amigo Gosha

26.1.09


Este rapaz chama-se Gosha.
O Gosha é um bom amigo meu.
Conhecemo-nos em 2006 em Milão no programa Erasmus.
O Gosha deu-me guarida durante um mês para eu poupar o dinheiro da renda do quarto para poder ir viajar no verão por Itália adentro.
O Gosha andava sempre despenteado, mas é o melhor cozinheiro que alguma vez conheci.
Um dia fomos a um bar e eu pedi um Bloody Mary porque pensei que era bom. Mal meti a palhinha na boca, deu-me vontade de vomitar. Ele também não gostava, mas ofereceu-se para trocar de bebida e deu-me o seu cocktail de frutas.
O Gosha chamava-me "Red Person" porque ele dizia que era a minha cor. Dizia que eu iluminava qualquer ambiente e era a pessoa mais calorosa que ele jamais conhecera.
O Gosha viveu alguns meses em Nova Iorque trabalhando numa empresa de mudanças. Foi ele que me convenceu que era mesmo a cidade que nunca dormia porque ele apanhava o metro às 3 da manhã e estava sempre cheio.
O Gosha é um fantástico designer e até prémios já ganhou pelo seu talento.
O Gosha é de Israel e está na lista dos 5000 reservistas que mais cedo ou mais tarde irão ser chamados para combater pelo seu país.
O Gosha está nas minhas orações.

Patrão (demasiado?) amigável

24.1.09


Eu tenho um novo chefe.
Tem 32 anos e é extremamente simpático.
Conhecemo-nos na festa de Natal da empresa antes mesmo que tomasse a sua posição. Foi à festa para conhecer os seus colaboradores de forma informal. Tomámos alguns copos e houve simpatia à primeira vista.
Ora bem, ele é de Nápoles (a sério, não me livro da gente do sul) e sempre ouvi dizer que os napolitanos são muito mais atrevidos e calorosos, por isso é normal que estabeleçam muito contacto físico.
Assim, tentei não fazer cara de espantada, quando cheguei ao escritório no início de Janeiro, ele foi o único (praticamente sem me conhecer) que veio a correr abraçar-me e dar-me dois beijos.
Não quis parecer um bicho do mato e fui reciprocamente simpática.
Aqui em Itália é normal no contexto de trabalho tratarmo-nos pelos apelidos: "Magnani vieni qui!"; "Donzelli cosa hai fatto ieri sera?" Ele alcunhou-me logo no primeiro dia de trabalho de "TerreMota Lemos", do meu apelido Mota Lemos. Enfim é simpático, sexy e faz-me rir imenso. Mas agora pergunto: se um homem nos chama terramoto, furacão ou qualquer outra catástrofe natural, o que significa? Quererá "festa"?
Tentei também não achar estranho que me tocasse muito no ombro enquanto me explicava que tabela queria que eu lhe fizesse no excel.
Mas começo a achar um pouco estranho quando ontem, ao desejar-me bom fim-de-semana, belisca-me gentilmente o queixo e a bochecha. Isso já acho um bocadinho demais.

Mas eu até gosto.

Nomeações Óscar 2009

22.1.09

Melhor actor principal

  • Richard Jenkins in “The Visitor”
  • Frank Langella in “Frost/Nixon”
  • Sean Penn in “Milk”
  • Brad Pitt in “The Curious Case of Benjamin Button”
  • Mickey Rourke in “The Wrestler”

Melhor actor secundário

  • Josh Brolin in “Milk”
  • Robert Downey Jr. in “Tropic Thunder”
  • Philip Seymour Hoffman in “Doubt”
  • Heath Ledger in “The Dark Knight”
  • Michael Shannon in “Revolutionary Road”

Melhor actriz principal

  • Anne Hathaway in “Rachel Getting Married”
  • Angelina Jolie in “Changeling”
  • Melissa Leo in “Frozen River”
  • Meryl Streep in “Doubt”
  • Kate Winslet in “The Reader”

Melhor actriz secundária

  • Amy Adams in “Doubt”
  • Penélope Cruz in “Vicky Cristina Barcelona”
  • Viola Davis in “Doubt”
  • Taraji P. Henson in “The Curious Case of Benjamin Button”
  • Marisa Tomei in “The Wrestler”

Melhor realizador

  • The Curious Case of Benjamin Button” , David Fincher
  • Frost/Nixon” , Ron Howard
  • Milk” , Gus Van Sant
  • The Reader” , Stephen Daldry
  • Slumdog Millionaire” , Danny Boyle

Melhor filme

  • The Curious Case of Benjamin Button
  • Frost/Nixon
  • Milk
  • The Reader
  • Slumdog Millionaire

Obama - 1º dia

20.1.09
Ao meio-dia do dia 20 de Janeiro de 2009 (17h em Portugal), Obama fará o juramento sobre a mesma Bíblia usada na tomada de posse de Abraham Lincoln em 1861.
Barack Obama entra na História não por ser o primeiro presidente negro da América, mas por ser a primeira vez em que um presidente é visto como um Messias.

100

19.1.09

É uma boa série. Tem os seus momentos altos e os momentos baixos como qualquer outra série.
Já vai na 5ª temporada, que foi acolhida com alguma relutância e espanto pelos fãs pelo salto de 5 anos no futuro.
Há anos que sigo religiosamente a série, porque me habituei às personagens, habituei-me a seguir o desenrolar das vidas deles e a emocionar-me com os truques dos argumentistas.
Apertou-me o coração quando a Bree abandonou o filho numa estação de gasolina, vibrei quando a Lynette rebentava com a escala no trabalho e dava lições à chefe dela, chorei quando descobriu que ela tinha um tumor, ria-me com as parvoíces da Gabrielle e as trapalhices da Susan. Quando a Bree era alcóolica foi ela a grande actriz da série, mas considero que em termos de talento, de histórias, de intensidade, a melhor é Felicity Huffman, a Lynette, a única que ganhou um Emmy pelo desempenho na série.
Ontem foi o 100º episódio da série. E foi o melhor episódio jamais escrito.
Conta a história de Eli Scruggs, interpretado por um envelhecido Beau Bridges. Eu lembro-me do Beau num longínquo 1989 em que lutava pelo amor da Michelle Pfeifer com o irmão Jeff Bridges n'Os Fabulosos Irmãos Baker. Já se passaram 20 anos e o tempo não foi misericordioso com ele.
Eli Scruggs era uma espécie de faz-tudo em Wisteria Lane e ao consertar o telhado da Susan tem um ataque cardíaco e morre.
Quando as nossas amigas desesperadas sabem da notícia ficam muito abaladas. E cada uma delas recorda em flashbacks momentos das suas vidas em que o Eli esteve presente e lhes ajudou de alguma forma. Por exemplo, ele estava lá quando a Susan descobriu que o marido andava com a secretária; estava lá quando ela e o Mike se divorciaram (cena muitíssimo emocionante); foi ele que deu um empurrãozinho à Gabrielle quando ela chegou a Wisteria Lane e ninguém gostava dela porque ela armava-se em supermodel; foi ele que guardou os rascunhos do livro de receitas da Bree quando ela num gesto de tristeza os deitou fora porque o Rex não acreditava no sonho dela e voltou a entregá-los anos mais tarde; foi ele que mostrou à Lynette que ela podia ser uma boa mãe; foi ele que pela primeira vez entregou um cartão de visita à Mary Alice dizendo que precisava de trabalho e ela, olhando os sapatos rotos dele (uma das cenas mais lindas dos últimos anos) chama-o para dentro e pede-lhe para consertar uma jarra.
Enfim, Marc Cherry brindou-nos com o melhor episódio de todos os tempos. Uma verdadeira homenagem aos que acompanham a série ao longo dos anos.

E lá vou eu novamente...

19.1.09
Eu já bebi um chôpp no bar onde o Vinicius e o Tom escreveram o Garota de Ipanema.
Eu já me meti no meio da estrada nacional com a minha amiga Ágata e pedi boleia a um desconhecido. (no tempo em que não era muito perigoso)
Eu já mudei de religião.
Eu já andei ao colo do Futre. (quando era pequena, porque agora não seria fácil)
Eu já cantei para 500 pessoas.
Eu já seduzi (ou fui seduzida?) por um professor universitário e mantivemos 1 paixão secreta e avassaladora.
Eu já corri 48 minutos seguidos.
Eu já fui vegetariana.
Eu já fui ao Brasil. (Praia e Bissau, Angola e Moçambique - ainda não!)
Eu já vi 15 episódios de Lost num só dia.
Eu já tive uma professora abertamente racista.
Eu já fui abordada por lésbicas na rua...em Paris.
Eu já pulei as 7 ondas e joguei flores para Iemanjá no dia 1 de Janeiro à meia-noite em Copacabana.
Eu já fiz amigos para toda a vida nas viagens que fiz sozinha.
Eu já consegui sobreviver um ano a ganhar 800 euros por mês e a pagar 400 de quarto e ainda assim a viajar pela Europa inteira.
Eu já passei um ano sem Inverno (2005).
Eu já perdi amigos.
Eu já beijei um desconhecido.
Eu já tive um grande desgosto amoroso.
Eu já conheci um génio.
Eu já vi 3 filmes no cinema num só dia.
Eu já roubei três ovos Kinder.
Eu já ganhei um prémio na revista Ragazza.
Eu já fui comparada com uma deusa. (foi bonito!)
Eu já fui trocada por outra rapariga chamada Ana Rafaela. (o mesmo que me comparou com uma deusa)
Eu já fui protagonista de um poema. Foi o Ivo que o escreveu e chama-se "A Onda".

Neri per Caso

17.1.09
O concerto dos Neri Per Caso foi fabuloso.
O Blue Note de Milão é um espaço muitíssimo agradável. É relativamente pequeno, permitindo assim um ambiente descontraído e restrito. Não é barato entrar (custos entre 25-30 euros, dependendo do espectáculo, sem bebidas incluídas), por isso a faixa etária também sobe.
Eu, a Holly e a Gisela (com quem moro aqui em Milão) ficámos numa mesa muito perto do palco, o que favorece sensações de adrenalina por estarmos tão perto dos músicos.
Os Neri per Caso são um grupo que lançaram o primeiro álbum em 1995. São de Salerno, sul de Itália, e começaram a cantar nas ruas daquela cidade giríssima. O conceito "acappella" não é fácil de singrar, pois é muito associado à música negra e religiosa, mas os Neri per Caso souberam inserir-se no mercado italiano começando com covers de músicas famosas. "Englishman in new York" por exemplo foi a canção que abriu o concerto: até o solo do clarinete eles fizeram com as vozes. Giríssimo.
Claro que no fim e como já vem sendo hábito de cada vez que vou ao Blue Note, demorámo-nos no bar para conhecer os cantores e tirarmos algumas fotos com eles. Simpáticos, bem-dispostos como nos habituaram os "campanos", foi uma noite memorável, regada a vinho toscano, cosmopolitans e rossinis.

Deixo-vos aqui um dueto dos Neri per Caso com o Mario Biondi, outro vulto da música jazz italiana, a quem chamam o Barry White...branco.

Blue Note

16.1.09

Hoje à noite concerto no Blue Note.
Estes são os Neri Per Caso, um grupo acappella italiano!
Looking forward to it!

Eu nunca...

14.1.09
Também quero, também quero, também quero. A grande moda agora na blogosfera é fazer uma lista de factos acerca de nós começados por "eu nunca...". Então comecemos:

Eu nunca fui magra.
Eu nunca joguei póquer.
Eu nunca votei.
Eu nunca fiz um ménage à trois.
Eu nunca li "O alquimista" ou "Diário de um Mago".
Eu nunca fui baptizada na Igreja Católica.
Eu nunca fumei um canhão.
Eu nunca conduzi um carro.
Eu nunca traí um namorado.
Eu nunca me mascarei de princesa no Carnaval.
Eu nunca vi o Mourinho em Milão.
Eu nunca tive um irmão.
Eu nunca aprendi a dançar.
Eu nunca cantei "Desafinado" em público.
Eu nunca dei um erro ortográfico.
Eu nunca gostei de corta-mato.
Eu nunca comi lulas, chocos, polvo e os amigos deles.
Eu nunca fui a um funeral.
Eu nunca vi "E tudo o vento levou".
Eu nunca passo uma semana sem comprar um livro.
Eu nunca tive um filho.
Eu nunca plantei uma árvore.
Eu nunca escrevi um livro, mas traduzi dois.
Eu nunca vi o "Patch Adams" sem chorar na cena em que ele lhe lê o soneto de Pablo Neruda.
Eu nunca consegui correr mais do que 48 minutos seguidos.
Eu nunca voltei a ser tão feliz como o era quando morei no Rio de Janeiro.
Eu nunca conheci nenhum homem que me fizesse rir tanto como o Romeu.
Eu nunca fiquei internada num hospital.
Eu nunca desmaiei.
Eu nunca parti nenhuma parte do meu corpo.
Eu nunca percebi o Mulholand Drive do David Lynch.
Eu nunca tive coragem de recusar uma "Despertai!" dos Testemunhas de Jeová que me abordam.
Eu nunca tive coragem de lhes dizer que o credo deles é ilógico, irracional e ridículo.
Eu nunca tive um cartão de crédito.
Eu nunca joguei ao Monopólio com ninguém.
Eu nunca fiz uma tatuagem ou piercing.
Eu nunca andei de patins em linha. (nem nos outros de 4 rodas)
Eu nunca confio nos homens.
Eu nunca falhei uma deadline numa tradução.
Eu nunca falto com a minha palavra.
Eu nunca vou dormir antes da 1 da manhã.

Grande Kate!

12.1.09

E por falar no talento da Kate Winslet, nem de propósito.
Ontem à noite brilhou nos Globos de Ouro ao ter vencido dois prémios na categoria de Melhor Actriz Principal (com Revolutionary Road) e Melhor Actriz Secundária (com The Readers).
Desde há alguns anos que a considero a minha actriz preferida: versátil, genuína, não magra, simpática e trapalhona é sem dúvida entre as melhores da sua geração.
Boa sorte para os Óscares Kate!


Filmes e títulos

12.1.09
Os títulos dos filmes são importantes.
Muitas vezes é através do título que uma alma curiosa, assim do nada, resolve entrar naquela sessão das 17.20 numa tarde em que estava a passear pelo centro comercial e não tinha nada que fazer. Há títulos que nos fazem entrar na sala a correr como "O amor é um lugar estranho". Que título intrigante, nem sequer é muito lógico em português. Esse e outros títulos como "A vida é bela" ou "De tanto bater o meu coração parou".
Depois existem aqueles títulos que tem o condão de nos meter a milhas do filme como “Eu, ela e o outro”, “Oh não, um outro filme para adolescentes”, "À dúzia é mais barato".
Eis que há um filme que em italiano tem o seguinte título “Se mi lasci, ti cancello”, o que em português resultaria "Se me deixas, apago-te”. Ora, isso parece aqueles filmes parvos americanos com bimbas loiras cheias de silicone e gajos com piercings nos mamilos que acham que sabem fazer comédia. Eu nunca iria entrar numa sala em que exibisse um filme com esse nome.
E seria muito mau, porque teria perdido um dos filmes mais brilhantes, originais e perturbantes da última década, que em inglês tem o feliz e maravilhoso título de Eternal Sunshine of the Spotless Mind.

2009

10.1.09


The rain will fall
the grass grows green
and life begins again


É o meu desejo para 2009!

Depois de duas semanas em Portimão...

10.1.09
...volto para Itália. Souberam-me muito bem estas férias, mas já é hora de partir para o fresquinho polar de Milão. Parece que por lá está assim:

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