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Silly Season

28.4.09

Alguém me pode dizer quando chega a silly season?


É que aqui em Milão a temperatura não passa dos 13 graus e estou a ficar desesperada...

Percebemos que esquecemos o nosso ex...

28.4.09

...quando à nossa frente aparece um homem fisicamente igualzinho a ele, conversamos com ele durante 15 minutos e nem sequer nos passa pela cabeça esta óbvia parecença.
Só nos apercebemos quando no final a nossa amiga - inglesa - comenta:

- Oh my God! This is quite disturbing!
- Why?
- Oh Gosh, he looked A LOT like your ex...
- Oh my God, yes he did! But it didn't even cross my mind when I was talking to him...
(silêncio)
- Well dear Rafaela...good for you!

Primeiro amor

26.4.09

Não me refiro ao primeiro namorado, à primeira pessoa a quem nos entregámos fisicamente, à primeira pessoa que beijámos...
Refiro-me à primeira pessoa que fez o nosso coração bater mais rapidamente, que nos fez corar ao falar connosco, que os nossos pais diziam "vocês os dois ainda vão casar".

Eu tive uma pessoa assim na minha vida por volta dos 12 anos. O D. era um rapazinho bonito e tímido que eu via só nas férias. Foi o meu primeiro amor, sem sombra de dúvidas.
Morávamos longe (eu no Algarve e ele em Almada) e eu ansiava por cada período de férias para poder ir ter com os meus avós, que moravam no mesmo prédio do D.
Foi assim durante uns dois ou três anos. Eu sempre senti um amor desmesurado por ele: escrevia-lhe cartas, telefonava para a casa da família dele no Natal e ia tocar à campainha dele e fugia...enfim, coisas inocentes. Nunca falámos sobre os nossos sentimentos. Éramos crianças, o que podíamos pretender aos 12 ou 13 anos de idade? Fiquei sempre a pensar que era uma coisa unilateral, tudo da minha parte, visto que ele nunca me procurou nem nunca se manifestou.

Com o passar do tempo o sentimento diluiu-se e eu aceitei naturalmente que o destino havia criado caminhos diferentes para ambos.
Ficámos 12 anos sem nos vermos e há poucos dias, "encontrei-o" no Hi5. Vi as fotografias dele, o mesmo rosto, a mesmíssima pessoa, mas agora em versão "grande"...vi também a mulher e o filho de ambos.

Escrevi-lhe e ele respondeu-me. E eu voltei a escrever e ele voltou a responder. Volvidos 12 anos fiquei a saber que afinal não era um sentimento unilateral, que também ele gostava de mim. Lamentou o facto de sermos crianças na altura mas que a vida é mesmo assim: dançamos ao ritmo que ela marca.
Fiquei tremendamente emocionada quando me disse estas coisas, pude sentir um verdadeiro conforto da alma.

Combinámos encontrar-nos daqui a duas semanas quando eu for a Portugal. Algum conselho?

Dia Internacional do Livro

23.4.09
Um pequeno objecto que enriquece a nossa vida.

Crónica de um encontro anunciado # 2

22.4.09

Vocês podem estar a perguntar-vos a vós mesmos: "Então, mas bolas???
Há poucos dias atrás, esta rapariga tinha borboletas no estômago e agora já despachou o gajo?
Pois meus amigos...exactamente por isso é que coloquei um #2 no título do post.
Após ter desistido do rapaz-de-31-anos-e-com-cabelos-brancos-mas-que-ainda-estudava, continuei toda contente com a minha vida de solteira.

Até que houve um dia, numa festa magnífica, em que conheci esta pessoa interessante. Conversámos imenso e pensei que finalmente tinha encontrado alguém por quem me pudesse interessar verdadeiramente, daí o post das borboletas.

Após algumas semanas de flirt inocente e subtil através de e-mails e mensagens e após ter recusado dois convites do rapaz para ir a sua casa (eu não vou a casa de homens num primeiro encontro, desculpem lá!), lá conseguimos concordar numa ida ao cinema e um happy hour depois.
Bem, isso aconteceu no domingo, e até foi muito interessante: bom filme, boa conversa, boas piadas e bom ambiente. Mas é quarta-feira e ele nunca mais disse nada. Não sei se terá sido por não ter ido logo para casa com ele, não sei se se terá desiludido com a minha pessoa neste nosso encontro a sós, mas a verdade é que ele não me procurou mais.

Após alguns dias de algum quase-choque porque eu achava que desta é que era, consegui digerir a coisa e aceitar: He's not that into me. E lá continuo eu com a minha vida.

Estará para breve uma "Crónica de um encontro anunciado #3"?

Espero que sim.

Crónica de um encontro anunciado #1

22.4.09

Não foi um, não foram dois, mas sim três encontros com o mesmo rapaz, para que eu finalmente compreendesse que não havia química ali que bastasse.
Claro que ao terceiro encontro, sem nunca ter havido antes nenhuma espécie de contacto íntimo, o rapaz esperava qualquer coisinha da minha parte...e foi então que no carro, à frente da porta do meu prédio, lhe dei a notícia: I'm not that into you.
Disse-lho porque não me sentia atraída por ele (além disso, faz-me impressão o facto de ele ter 31 anos e ainda estar a estudar e depender dos pais, onde já se viu uma coisa destas??) e também motivada pelo seu início de conversa, em que dizia "não estou interessado numa relação séria, mas tenho desejos e sinto-me atraído por ti". A minha resposta foi simplesmente que os nossos desejos provavelmente não eram os mesmos.
O que até então era um rapaz relativamente tímido e doce no trato, revelou-se um ser indignado como se as palavras proferidas por mim fossem a maior surpresa do mundo.
Balbuciou algumas palavras imperceptíveis como quem diz "Não estava nada à espera disto". Contra-atacou com um:
- Mas não se trata de uma questão física, pois não? Eu sou um rapaz tão bonito!
Bem, não é que eu me considere um rapaz bonito, mas toda a gente assim o diz...
Eu, espantada com esta reacção disse-lhe que não se tratava de uma questão física, mas provavelmente de química.
Os momentos que se seguiram foram de grande embaraço porque deu-lhe uma crise de auto-estima e começou a perguntar para si mesmo: "O que é que eu fiz de errado? Já não é a primeira vez que me acontece! Onde é que estou a errar, por favor diz-meeeeeee!!"
Ora eu não tenho paciência para isto.

E foi assim, ao fim de três encontros, decidi encerrar este caso e seguir em frente.

Goodbye Edie Britt

20.4.09


It's not hard to die when you know you have lived.
And I did...
Oh, how I lived...!


Nota: A actriz Nicolette Sheridan abandona a série ao final de 5 anos de presença. Talvez tenha sido a personagem mais odiada durante estes anos, mas as últimas palavras proferidas por ela são as mesmas que gostaria de poder dizer no final da minha vida.


Sou uma mulher pós-moderna

16.4.09


Finalmente comprei um Blackberry!!

A meteorologia em Itália

14.4.09
Gostava de partilhar convosco uma das coisas mais estranhas na televisão italiana.
Nunca aqui falei de televisão porque não vejo mesmo. Do pouco que vi, tirei imediatamente as minhas ilações: é uma bela merda.

Uma das razões que me fazem considerar a televisão italiana uma bela merda é a sobre-exposição de mulheres nuas e siliconadas a todas as horas do dia e da noite. E depois se há coisa que me irrita solenemente são os timbres agudos das apresentadoras italianas. Elas gritam e emitem sons ridiculamente histéricos. Espontaneidade e vivacidade é bom e os tons monocórdicos não agradam a ninguém, mas encontremos um meio-termo, sim?
Mas não é disso que eu queria falar.

Algo que me faz espécie aqui é o boletim meteorológico.
Ao contrário de Portugal, cujas "meninas do tempo" da SIC se tornaram verdadeiras "estrelas" da televisão e do jet-set português, é normal que as apresentadoras sejam moças de boa figura . Assim sucede em todo o mundo, como por exemplo esta no México:


Pois acontece que em Itália o tempo é apresentado por um senhor do exército. Ou da Aeronáutica ou lá o que é.


Segundo facto estranho: nunca dizem as temperaturas correctas (vá, previsões) que podemos esperar para o dia de hoje ou de amanhã. Dizem, isso sim, as temperaturas de ontem.

Portanto, ontem em Milão estiveram 24 graus, em Roma 20 e em Nápoles 19.

(Ora, muito obrigada, isso também eu sei dizer. Não há grande ciência nisso!)

Para o dia de amanhã, espera-se uma diminuição na temperatura.

(Um bocadinho vago não? Uma diminuição de 2 graus ou de 15 graus? Eu quero números, quero saber se uso um casaco comprido ou um top de alças!)

Cambadas de inúteis.

E há aqueles dias em que...

6.4.09


...a nossa opinião acerca de nós mesmos finalmente melhora e sentimos que conseguimos alcançar tudo o que desejarmos, desde que nos empenhemos e nos dediquemos a essa causa.
Este fim-de-semana e contra todas as estatísticas e expectativas, traduzi cerca de 13 mil palavras. Isto tendo em consideração que um tradutor traduz uma média de 3000-4000 palavras por dia.

O ponto interessante é que nunca duvidei que não o iria conseguir, apesar de realmente se tratar de um desafio à resistência humana e à capacidade de concentração. Sabia que tinha a deadline no domingo à noite e tive isso em mente. Tratou-se de um esforço natural mas a sensação de dever cumprido no final é extremamente gratificante.

E hoje, depois um fim-de-semana de poucas horas de sono, sinto-me como a rapariga da fotografia. Os meus colegas comentaram comigo que estava com uma óptima cara e bem-disposta. Existe só um motivo: sinto-me bem comigo própria.

E às vezes basta uma festa...

6.4.09

...para nos convencer que conseguimos ser felizes nesta cidade. Para compreender que não estamos sozinhos e ainda conseguimos encantar as pessoas e conhecer gente que nos surpreende pela positiva.
Seja o jornalista do jornal milanês, seja a brasileira oriental designer de jóias, seja o advogado giro e simpático, seja o modelo do corpo perfeito, seja a portuguesa mais extrovertida que já encontrei na minha vida, seja a brasileira aniversariante que torna o mundo melhor só de saber que ela existe...sei que me senti "em casa" no meio deles.
Acredito que este tipo de pessoas têm o condão de despertar o que de melhor há em nós e de nos ensinar a gostar ainda mais nós próprios.
Por isso na noite de sexta-feira senti-me eu mesma como há tanto tempo não acontecia e só por isso acredito que Milão ainda tem tanto para oferecer.


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