
Não foi um, não foram dois, mas sim três encontros
com o mesmo rapaz, para que eu finalmente compreendesse que não havia química ali que bastasse.
Claro que ao terceiro encontro, sem nunca ter havido antes nenhuma espécie de contacto íntimo, o rapaz esperava qualquer coisinha da minha parte...e foi então que no carro, à frente da porta do meu prédio, lhe dei a notícia: I'm not that into you.
Disse-lho porque não me sentia atraída por ele (além disso, faz-me impressão o facto de ele ter 31 anos e ainda estar a estudar e depender dos pais, onde já se viu uma coisa destas??) e também motivada pelo seu início de conversa, em que dizia "não estou interessado numa relação séria, mas tenho desejos e sinto-me atraído por ti". A minha resposta foi simplesmente que os nossos desejos provavelmente não eram os mesmos.
O que até então era um rapaz relativamente tímido e doce no trato, revelou-se um ser indignado como se as palavras proferidas por mim fossem a maior surpresa do mundo.
Balbuciou algumas palavras imperceptíveis como quem diz "Não estava nada à espera disto". Contra-atacou com um:
- Mas não se trata de uma questão física, pois não? Eu sou um rapaz tão bonito!
Bem, não é que eu me considere um rapaz bonito, mas toda a gente assim o diz...
Eu, espantada com esta reacção disse-lhe que não se tratava de uma questão física, mas provavelmente de química.
Os momentos que se seguiram foram de grande embaraço porque deu-lhe uma crise de auto-estima e começou a perguntar para si mesmo: "O que é que eu fiz de errado? Já não é a primeira vez que me acontece! Onde é que estou a errar, por favor diz-meeeeeee!!"
Ora eu não tenho paciência para isto.
E foi assim, ao fim de três encontros, decidi encerrar este caso e seguir em frente.