Depois de ter oferecido aos meus mais que tudo uma Nintendo WII, uma viagem de avião e uns ténis da Lacoste e de ter recebido um telemóvel, uns sapatitos singelos, uns livros e umas peças de roupa que não eram o meu número...está decidido:
- para o ano faço listas. Assim como as dela (ver dia 4 de Dezembro).
Concerto de Natal
20.12.09
Regressei há pouco do concerto no Campo Pequeno. Ora, no meio de vozes e figuras interessantíssimas como a Mariza, os Shout, o Rui Veloso e a Carminho...alguém me pode dizer o que estava lá a fazer o Paulo Gonzo? A sério, estava completamente a destoar daquilo tudo...
Encerro esta noite com uma grande dúvida:
- Quem será pior: o Paulo Gonzo ou o Rui Reininho?
Nota 1:
Foi a primeira vez que vi o meu cantor português preferido, o Rui Veloso, ao vivo...e soube-me a pouco: quatro músicas não bastam. Adoro-o...em tempos difíceis em que pensei estar a perder a minha identidade, ouvia Sei de uma Camponesa e lembrava-me como era linda a minha língua e o meu país, por termos artistas deste calibre.
Nota 2:
Mariza...eu conheço-a de outros carnavais, muito muito antes de aparecer a cantar fados. Mostrou ao resto do país a versatilidade da voz ao cantar Oh Happy Day. Mas não se espantem: ela é negra, aquilo para ela é natural, está-lhe no sangue.
Encerro esta noite com uma grande dúvida:
- Quem será pior: o Paulo Gonzo ou o Rui Reininho?
Nota 1:
Foi a primeira vez que vi o meu cantor português preferido, o Rui Veloso, ao vivo...e soube-me a pouco: quatro músicas não bastam. Adoro-o...em tempos difíceis em que pensei estar a perder a minha identidade, ouvia Sei de uma Camponesa e lembrava-me como era linda a minha língua e o meu país, por termos artistas deste calibre.
Nota 2:
Mariza...eu conheço-a de outros carnavais, muito muito antes de aparecer a cantar fados. Mostrou ao resto do país a versatilidade da voz ao cantar Oh Happy Day. Mas não se espantem: ela é negra, aquilo para ela é natural, está-lhe no sangue.
Sem querer cair em histerismos
15.12.09
Notas soltas sobre a minha infância e a amizade
6.12.09
Não me recordo bem como era a minha vida social enquanto criança.
Sei que nunca tive vizinhos, pois morava numa casa térrea numa zona industrial em Portimão, onde só começaram a ser construídos prédios quando eu já era uma moça grandinha.
Nunca tive irmãos sequer, factor que aumentou a minha criatividade para inventar brincadeiras e conseguir divertir-me à mesma, como:
- jogar às raquetes contra a parede. Escrevia as pontuações num caderninho que mantinha naquela mesa de plástico branco encardido que estava no quintal. Havia sempre várias jogadoras: eu e mais umas 3 ou 4 nomes imaginários. Eram pontuações muito justas, pois nem sempre eu ganhava. Às vezes ganhava a Sílvia. Uma vez lembro-me também ganhou a Sofia, que consoante a minha ideia mental, era um zero à esquerda no desporto;
- jogar ao Sabichão e Monopólio, inventando também jogadores (e também as regras, já que para uma criança de 7 anos compreender o Monopólio parece-me complicado);
- jogar à macaca. Algo que, acrescido aos anos a jogar futebol, fortaleceu as minhas pernas. Tinha óptima pontaria, é uma característica minha e acertava sempre a pedra no quadrado certo, portanto eu ganhava sempre.
E assim foi a minha infância, sem grandes companhias, mas relativamente feliz e saudável, aliada aos esforços hercúleos do meu pai para que eu não tivesse características de "filha única", ou seja, poucos mimos, poucas prendas, não me dar tudo aquilo que eu queria ou pedia.
Fui-me tornando a cada ano que passou uma pessoa menos introvertida, mais aberta e alegre, característica esta que teve seu auge nos tempos de universidade. Tenho muita facilidade em criar empatia e fazer amigos e esta forma de estar já me trouxe grandes benefícios a todos os níveis: burocráticos, financeiros, amorosos, e claro, sociais.
Amanhã conto-vos como foi a primeira (e única) vez em que tive um caso de "amizade à primeira vista", como se de uma paixão avassaladora se tratasse.
Sei que nunca tive vizinhos, pois morava numa casa térrea numa zona industrial em Portimão, onde só começaram a ser construídos prédios quando eu já era uma moça grandinha.
Nunca tive irmãos sequer, factor que aumentou a minha criatividade para inventar brincadeiras e conseguir divertir-me à mesma, como:
- jogar às raquetes contra a parede. Escrevia as pontuações num caderninho que mantinha naquela mesa de plástico branco encardido que estava no quintal. Havia sempre várias jogadoras: eu e mais umas 3 ou 4 nomes imaginários. Eram pontuações muito justas, pois nem sempre eu ganhava. Às vezes ganhava a Sílvia. Uma vez lembro-me também ganhou a Sofia, que consoante a minha ideia mental, era um zero à esquerda no desporto;
- jogar ao Sabichão e Monopólio, inventando também jogadores (e também as regras, já que para uma criança de 7 anos compreender o Monopólio parece-me complicado);
- jogar à macaca. Algo que, acrescido aos anos a jogar futebol, fortaleceu as minhas pernas. Tinha óptima pontaria, é uma característica minha e acertava sempre a pedra no quadrado certo, portanto eu ganhava sempre.
E assim foi a minha infância, sem grandes companhias, mas relativamente feliz e saudável, aliada aos esforços hercúleos do meu pai para que eu não tivesse características de "filha única", ou seja, poucos mimos, poucas prendas, não me dar tudo aquilo que eu queria ou pedia.
Fui-me tornando a cada ano que passou uma pessoa menos introvertida, mais aberta e alegre, característica esta que teve seu auge nos tempos de universidade. Tenho muita facilidade em criar empatia e fazer amigos e esta forma de estar já me trouxe grandes benefícios a todos os níveis: burocráticos, financeiros, amorosos, e claro, sociais.
Amanhã conto-vos como foi a primeira (e única) vez em que tive um caso de "amizade à primeira vista", como se de uma paixão avassaladora se tratasse.
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