menu-topo

Qual é o meu problema?

26.5.10

Há uns dias fui à Abertura da Festa do Cinema Italiano.

Uma noite quente típica de Verão, um terraço enorme no Bar Portas do Sol, um copo de tinto na mão, super bem maquilhada, com um vestido esvoaçante que realçava o meu bronze (natural, já que ainda não me estreei na praia este ano) e muito bem acompanhada pela rapariga mais divertida de Lisboa...Enfim, estava de bem com a vida.

Gostaria de saber por que todos os homens que se aproximaram de mim e me cortejaram eram sósias do George do Seinfeld.

10 dias de Férias

26.5.10
Na sexta-feira, às 13h00, entro no avião e parto para Roma.

Serão as minhas primeiras férias do ano. Bolas, merecia mesmo estes 10 dias depois de 7 meses a pegar no batente. Regresso a alguns dos locais mais bonitos do planeta, quatro anos após ter estado lá pela primeira e única vez. 

Roma

A viagem divide-se em duas paragens: Roma e Costa Amalfitana (zona de Nápoles).
Começo a viagem em Roma, onde estarei durante 4 dias. À minha espera estará a Rita, uma querida que conheci há alguns meses e que tem um percurso idêntico ao meu. É uma tradutora fabulosa, fazemos uma óptima equipa juntas no trabalho e tenho a certeza que também o faremos a viajar. 
Aguardam-me dias maravilhosos. Já me imagino a deliciar-me com um bom vinho todos os dias (Rita, prepara-te, vais ver-me ubriaca algumas vezes!), a matar saudades do verdadeiro spaghetti alla carbonara (espero que o meu nutricionista não leia o blog), a reencontrar-me com velhos amigos (Luca, arrivooo), a regressar ao Coliseu e à Capela Sistina que tanta me comoveram na primeira vez e, essencialmente, espero perder-me nas ruas da capital e reencantar-me por aquela cidade. 

Nápoles

No dia 1 desço até Nápoles, a cidade do meu coração. Com o Vesúvio ao fundo e Capri ao lado, estou já preparada para caminhar dezenas de quilómetros por dia e mergulhar e nadar nas águas azulíssimas do Mediterrâneo. Irei plantar-me à porta da Pizzeria Da Michele, para provar a THE ONE AND ONLY pizza napolitana e planeio queimar todas as calorias a passear pela Costa Amalfitana (Sorrento, Amalfi, Positano e o que mais vier). As Adidas já estão de parte.

Positano

Já sinto o cheiro a vongole no ar, tenho a voz pronta para cantar as músicas de Pino Daniele na rua e relembrarei com emoção Massimo Troisi no Il Postino. Vou andar no Funiculare e cantar a altos berros aquela canção giríssima "FUNICULI, FUNICULA, FUNICULI, FUNICULAAAA, NCOPPA JAMMO JA". Tenho uma ligação muito especial com aquela terra.


Amalfi


Sorrento




Referências Culturais:


Pino Daniele - músico napolitano. É o meu cantor italiano preferido. As suas influências musicais são variadas: música africana, latina e bossa nova. Canta em falsete e toca guitarra. Completou recentemente 30 anos de carreira.


Massimo Troisi - actor napolitano. É um dos grandes mitos do cinema italiano. Faleceu 12 horas depois de rodar o seu último filme, Il Postino (O Carteiro de Pablo Neruda). 


Vongole - em português, "amêijoas". Spaghetti alle vongole é o prato típico de Nápoles e também o meu preferido. Sei fazê-lo bastante bem: com alho, tomate cereja, spaghetti al dente e amêijoas frescas.


Pizza - a pizza nasceu em Nápoles, por isso parte-se do princípio que as que comermos ali são as verdadeiras e originais. 

Às vezes fico feliz de não ter razão

25.5.10


Foi um post escrito com alguma tristeza e sentido de injustiça. Argumentei da melhor forma que consegui por que deveria ter sido a Diana a ganhar o concurso e não o Filipe.
No sábado fui ver o primeiro concerto dela em nome próprio e algo de mágico aconteceu. O palco do São Jorge transbordou de emoção, de garra e de talento. Na verdade, não era nada que não estivesse à espera.
Mais tarde já na informalidade dum bar do Bairro Alto conversei com ela e finalmente percebi...

...A Diana não precisava da vitória para nada. Ela nasceu para ser uma estrela. 
Ponto final.




Ele há com cada um!

21.5.10
Tenho um colega que me disse abertamente que nunca na vida queria ter um filho mulato ou "arraçado", porque "ele é branco, portanto o filho tem de ser igual a ele, não quer cá filhos pretos".



A coisa mais engraçada é que ele namora com uma mulata.

Festival do Cinema Italiano

20.5.10

Hoje é a abertura do Festival de Cinema Italiano nas Portas do Sol.

Os próximos dias serão uma excelente oportunidade para ver os melhores filmes italianos dos últimos tempos. Podem clicar aqui, para ver a programação do festival, que dura até 29 de Maio.

Estes dias vão estar repletos de gente importante, como o senhor Tabucchi, por quem nutro uma profunda admiração, o Matteo Garrone (realizador de Gomorra) e outras figuras proeminentes da cena italiana do cinema.

Vai ser uma festa linda e maravilhosa e, como boa amante de Itália, eu vou lá estar


 O que eu queria é que viesse o querido Roberto Saviano, o escritor de Gomorra, que há 4 anos que tem morte prometida. É giro e napolitano, tal como eu gosto.

Moços Pequenos

20.5.10

Gosto muito de usar estas duas palavras juntas. Normalmente é a única expressão que denuncia a minha proveniência algarvia, visto que os meus paizinhos me criaram numa casa sem sotaques, o que me permitiu desde sempre dizer os "is" nos meios de palavras como cadeira e feira.
Mas adiante, pois tenho este hábito terrível de me perder nas introduções. Hábito esse presente que herdei seja da minha mãe portuguesa, seja do meu avô angolano, que de cada vez que começam a contar algo, fazem-me repetir vezes sem conta "Vá, Vá, Avança". Ou seja, ambas as minhas origens genéticas padecem este mal. Não há como escapar. Posto isto, vamos ao que interessa.

Ontem, estava eu no autocarro, depois de um dia muito muito muito muito chato e vejo estas duas irmãs pequeninas que entram. Uma com os seus 3 aninhos e outra com uns 10. As duas sentam-se nos dois lugares livres à minha frente e a mãe fica em pé. Começa o berreiro da mais nova:

- Ahhhhhhhhh, não quero ficar perto da mana! Quero que a mãe se sente aqui ao meu lado comigooooo!

- Mas filha, então porquê? Fica aí com a mana quietinha, vá.

E o berreiro da menina continua para mal dos meus pecados e tímpanos.

- NAAAAAAAA, a mana é feia! Não quero, não quero, não quero! Quero a mamãaaaaaaaa!!!

A irmã, na sabedoria dos seus 10 anos, saca dos seus 4 Flinstones em miniatura e diz para a mana resmungona:

- Vá mana, vamos brincar um bocadinho.

E a criança que até ali não tinha parado de gritar, transfigura-se-lhe o rosto, começa a rir e pega no Fred e na Wilma e mete-os aos beijos, começando a cantar muito alto:

- És o meu amor, és o meu amor!

E ria muito. E cantava!


Conclusões:

1 - Tenho saudades dos Flinstones.


2 - Tenho saudades dos tempos em que me esquecia facilmente dos amuos e quando os sentimentos de mágoa e zanga passavam em um minuto.

O que é que a Sílvia tem?

19.5.10

Ela podia ser a Celeste do Jardim. Ou a Emília do Sítio. Arrisco mesmo a afirmar que se o Tim Burton não tivesse escolhido a Mia Wahwydgfsijddkohsyentkwska, a minha amiga Sílvia podia ter sido uma Alice fabulosa. Aqueles cabelos aloirados, ondulados e os olhos verdes dão-lhe um toque etéreo. Como se não pertencesse a este planeta. Aliás, cheguei a questionar-me se realmente era humana quando soube que falava com animais e que eles a entendiam perfeitamente. E uma pessoa que fala com animais definitivamente não é uma pessoa qualquer.

Morámos juntas durante 2 anos numa Leiria estudantil. Cidade que já não reconheço de cada vez que lá vou. O hino "Leiria é nossa, Leiria é nossa, Leiria é nossa e há-de ser, Leiria é nossa e há-de ser, Leiria é nossa até morrer" (cantar com a melodia de "When the Saints Go Marchin In") já não se aplica a nós. Agora há outros caloiros, outros estudantes a fazer história na cidade onde o Padre Amaro cometeu os seus crimes.

Quando passo pela nossa casa fabulosa na Marquês de Pombal, com o meu quarto pentagonal do 7º andar (o melhor quarto do mundo), penso na cerimónia solene que foi a transmissão da propriedade à Sílvia quando eu parti para o Brasil. Eu acabara a minha vida estudantil, ela ficava ainda mais um ano. Não sei como foi viver naquela casa sem mim, mas quando lhe pergunto ela responde com um simples "Foi estranho".

Muito vivemos naquele apartamento. Peguei-lhe a paixão pela Oprah Winfrey, quando ainda ninguém sabia quem ela era, fazia-lhe saladas "daquelas mesmo boas", zangava-me com ela para que levasse o lixo e corrigia-lhe a concordância dos verbos, pois "em Coruche falava-se assim". Ela amuava, mas agia com ternura e trazia-me filmes do Clube de Vídeo, naqueles tempos em que havia um em cada esquina. 

Ríamos muito uma com a outra. Eu ensinava-lhe a cantar canções difíceis. Um dia, espetei-lhe com a letra de Nowhere Fast e com o instrumental e disse-lhe que íamos aprender a cantar aquilo. Estamos a falar de uma música com 12 estrofes de letra, meus amigos. E ela foi louca em concordar, ficando a cantar até às 2 da manhã comigo, até o nosso vizinho do lado bater na parede. A sério, quem é que não percebe que cantar a altos berros de madrugada é a coisa mais divertida que se pode fazer??!

Com ela sempre consegui extravasar os limites do socialmente aceitável e sempre disse tudo o que me apetecia, sem medo de censura ou de ofensa. Aquele tipo de não-cerimónia que só se tem com irmãos. E visto que nenhuma de nós tem irmãos, acabávamos por sermos filhas únicas....juntas. 
Ela era mais nova e menos experiente mas sempre vi na pessoa dela a aprovação que me tranquilizava.
E fazia-me rir tanto, com todo aquele talento que ela tem e mal sabe: tem este dom de imitar pessoas e reproduzir sotaques e caras. Não tem vergonha de brincar: isso é comovente numa pessoa adulta.

Atrás daquele aspecto de menina de 16 anos, esconde-se uma mulher generosa e uma sedutora quase dissimulada. Conquistou um dos rapazes mais machos e mais cobiçados da nossa universidade, hoje seu namorado,  mas é e continuará a ser a minha menina.

Acompanhámos os namoros uma da outra, ela gozava comigo por eu tratar mal um dos meu ex-namorados, chegando mesmo a fazer representações dignas de cena no Maria Matos, apoiávamo-nos nas desilusões como acontece com todos os amigos. Mas sempre houve algo mais entre nós as duas: a admiração mútua. Ela admira os passos que tomo, as viagens que faço, os riscos que assumo. Eu admiro-lhe a grandeza de espírito, a paciência e a frescura. É das pessoas mais puras que conheço. É a pessoa mais pura que conheço. 
E ser amiga dela faz-me ter fé nas pessoas.

Não nos vemos muito, nem sabemos todos os pormenores da vida uma da outra. Mas de cada vez que estamos juntas, não existe estranheza nem desconforto. Só aquela serenidade confiante de saber que a outra jogará sempre na nossa equipa.

Adeus Hank Jones

18.5.10

Foi o primeiro concerto que vi quando me mudei para Lisboa.
Hank Jones, um nome incontornável da música do século XX, surpreendeu-me pela vivacidade e sentimento que colocava naquele piano. 
Vi-o na Culturgest em Novembro. Apesar de ter 91 anos, não parecia nada debilitado fisicamente, bem pelo contrário. E fiquei apaixonada por aquele amor à música, pelo sentido de humor e pelo talento.
Esperou uma carreira de 70 anos para me ter na sua plateia e para que eu o aplaudisse. Só então se sentiu pronto para partir.
Hank, agradeço-te pela tua importância no mundo da música. Quando tiver 90 anos também quero fazer concertos e digressões, tal como tu fizeste.
Descansa em paz, meu querido.


P.S.: Para os mais curiosos: era ele que estava ao piano quando a Marilyn cantou o famoso Happy Birthday ao Presidente Kennedy.

Lição de Vida

16.5.10
Retirado daqui

Tenho a dizer que se assim não fosse, não teria voado tantas vezes durante a minha vida.

Os amigos dizem que me admiram a coragem. Uns chamam-na de audácia. E sempre soube que a sorte protege os audazes. Eles não pensam ingenuamente que sou uma Indiana Jones do destino, que desafia cada dia o futuro incerto. Sabem que tenho medo e que ando ali na corda bamba, mas que decido sempre seguir com a bola pra' frente. Porque atrás vem gente. 
Para me dar força e para me desdramatizar, ela costumava sempre dizer-me: "Quem tem medo, compra um cão."
A última vez que mo disse foi quando me despedi de um emprego onde ganhava uma pequena fortuna, mas onde não era feliz. Despedi-me sem ter nada em vista, morando ainda num país longe do meu. 
Hoje, oito meses depois de ela me ter dito tão sábias palavras, estou num dos meus empregos de sonho e acabei de obter um contrato como efectiva.


O concerto do Mika

12.5.10

Sim, ele voou no Campo Pequeno qual Peter Pan

Entrei na casa de banho e comecei a tirar a roupa. A camisola, o top, a saia, o soutien...Junto a cada peça que despia, voavam papelinhos dourados que tinham caído do ar durante o concerto e entraram directamente para as zonas mais íntimas do meu corpo. No silêncio da 1 da manhã do meu apartamento, onde as minhas amigas já gozavam o sono dos justos, ecoava ainda no meu ouvido e na minha cabeça as notas de

Numa analepse à Tarantino, tinha perante mim o momento em que o Mika cantava esta música no Campo Pequeno, exactamente 2 horas antes, e quando a chuva de papelinhos dourados desabou sobre nós.
Tivemos direito a tudo: balões gigantes, papelinhos dourados, fumo cor-de-rosa, corações de cartão, gargalhadas e muita, muita alegria. Aquela alegria exagerada de crianças que nunca é demais, sabem como é?

Na escola ensinaram-me que gostos não se discutem. Em casa aprendi que gostos sim, devem ser discutidos, quando são maus. E que há coisas que são universalmente boas. E ainda hoje, no meu círculo de amigos e conhecidos, tenho muita dificuldade em aceitar quando alguém não gosta de uma coisa que é indiscutivelmente muito boa. Como cerejas. Como gelado de maçã verde. Ou como o Mika.
1h10, entro na banheira para o banho merecido, porque duas horas a saltar de saltos altos, perdoem-me a redundância, fazem milagres como exercício cardiovascular. E cantei, cantei como se não houvesse amanhã (adoro a expressão na língua inglesa "singing my heart out"). Na língua portuguesa, o mais que se aproxima desta expressão é o que Rui Veloso canta em Sei de Uma Camponesa:
Canta com a expressão de quem vai ter um filho,
Mesmo pelo coração

No banho, pensava em momentos que compunham o puzzle: o cantor a tocar piano, o cantor a saltar para cima do piano com o guarda-chuva forrado de brilhantes, o cantor que dançava e vibrava ao som da música, sem se preocupar com a coreografia, mas seguindo o instinto do corpo, o cantor que emitia notas agudas com vibrato lírico, o cantor que representava como se estivesse na Broadway e o cantor que falava um português fluente. Depois caiu a ficha: são todos a mesma pessoa. O mesmo rapaz, da minha idade, que tem um talento extraordinário, aliado a um toque de Peter Pan. Um jovem adulto que teima em ser adolescente e preservar essa energia. Energia essa que chega directamente a nós, público.

Saí do banho, enrolei-me na toalha e pensei que queria escrever sobre isto tudo. Depois lembrei-me que não tenho jeito nenhum para crítica musical. Vesti o pijama, abri o Word e comecei a escrever estas linhas.

Sou uma merda a escrever, mas sou extraordinária a sentir.




Nota: para uma crítica e um relato a sério, podem ver na Blitz. Gostei muito do que li.

10 razões por que deverias ir jantar comigo

10.5.10

1 – Tenho os 3 Es: sou espontânea, esperta, engraçada.
Espontânea porque estou a escrever este post especialmente para ti;
esperta porque optei escrever no blog e não mandar-te um e-mail para não ficar embaraçada caso a resposta fosse “não”;
e engraçada porque, admitamos, isto tem a sua piada.

2 – Sou suficientemente gira para ser agradável ao olhar enquanto se saboreia uma refeição, mas não sou uma bomba extraordinária ao ponto de te deixar constrangido com a minha beleza.
Hmm… esta minha teoria cai por terra quando o Brad Pitt trocou a Jennifer Aniston (gira) pela Angelina Jolie (bomba). Mas ainda assim acredito que a beleza excessiva pode intimidar os homens, por isso não me importo de ser apenas uma giraça.

3 – Vamos ter sempre tema de conversa.
Eu percebo de religião, tu percebes de política. Ambos apreciamos bom cinema e boa música. Só nestas quatro áreas do conhecimento temos paleio suficiente para, no mínimo, 3 jantares. (Mas vamos com calminha, sim?)

4 – A amizade não ocupa lugar.
Sei que a frase feita menciona o "saber", mas isso é uma mania dos intelectuais psicóticos e viciados. Eu sou uma psicótica das novas amizades, novas experiências e novas pessoas. O saber esquece-se, os amigos não.

5 – Tenho muitas histórias para contar. Daquelas divertidas e também das comoventes.
Viagens por esse mundo fora com apenas 5 euros no bolso para não sei quantos dias e uma mochila às costas. Ter cantado com um louco no meio de uma rua de Nova Iorque. Travar amizades como quem muda de cuecas (as pessoas higiénicas e lavadinhas, claro). Ter mudado de país não sei quantas vezes e estar sempre pronta para arrancar no próprio dia.

6 – Quero ouvir sobre ti.
Tenho a sensação que da vida sabes muito. Quero aprender contigo, rir contigo e deixar-me levar nas tuas aventuras também.

7 – Canto bem.
Sou ecléctica: canto desde Ruy Mingas, até Maria Bethânia, passando pelo Juan Luis Guerra e pela Ella Fitzgerald. Agora até já sei tocar na viola o Dó, o Ré, o Mi, o Sol e o Lá. O Fá consigo fazer (a muito custo), mas parece que não é uma nota muito importante. Portanto, com um bocado de sorte ainda levas um mini-concerto personalizado.

8 – Vai ser uma noite plena de gargalhadas.
Por acaso, somos parecidos nisso. Um bocado palhaços.

9 – É apenas um jantar.
Terias de comer de qualquer maneira, certo? Então que seja em boa companhia!
(Isto é a minha versão adaptada da famosa frase do Donald Trump: If you have to think anyway, think big!)

10 – Depois do jantar, embora o possas desejar muito, não tens de me pedir em casamento.
Se por acaso alguma coisa correr mal (eu nos primeiros jantares faço sempre algo de trapalhão, como por exemplo, derramar uma garrafa de cerveja Cobra em cima da minha chefe de há apenas uma semana), sempre podes apagar o link do meu blog e fingir que nunca me viste na vida.


Nota: Se te interessar, envia-me um e-mail. Se não deres sinais de vida, I'll get the hint.

Talentos

7.5.10

Acredito muito no conceito de talento.
Bem sei que todos possuimos um dom artístico, seja ele qual for.
Há quem seja particularmente bom em desporto, há quem cozinhe muito bem, há quem seja um génio a desenhar e outras pessoas nasceram para fazer rir.

Depois há aquelas pessoas que transformam o talento em hobby e conseguem criar coisas fabulosas, que nos alegram os dias.
Falo do caso da querida Liliana Guilherme, a quem acabei de comprar a mala mais gira do mundo.
Custa menos do que na Parfois ou na Accessorize e, ainda para mais, com a magia de fazer algo totalmente personalizado. Por isso, se desejarem um pouco de colorido na vossa vida, vão dar uma vista de olhos no Clube das Missangas em busca do acessório que mais gostarem.
7.5.10
Quero fazer algo de louco este fim-de-semana...
...mas não sei bem o quê.

Não sei o que será de mim, mas sei que vou continuar a ouvir 24 horas por dia a nova coqueluche da MPB.



Urticária

6.5.10
No site da Sapo/Sol:


Nós estaríamos mais preocupados se Espanha precisa-se de apoio financeiro.

Burros. Eu tinha vergonha.

A minha música preferida de todos os tempos

6.5.10




Eu e a Li conhecemo-nos há uns 10 anos.
Com o passar dos anos fomos ficando cada vez mais amigas e cúmplices, embora não tenha sido sempre assim. No entanto, há um momento que nunca esqueceremos: no dia em que descobrimos que tínhamos a mesma música preferida. A coincidência é curiosa porque não se trata de música de Tops nem Hit Parades, é uma música quase desconhecida por um cantor muito underrated. Por isso é mesmo muito especial que partilhemos a mesma canção como hino das nossas vidas.

Hoje, pela enésima vez, ela publicou a canção no Facebook e estou a ouvi-la novamente. E gosto tanto como no primeiro dia.

Da Amizade e afins

6.5.10
A minha sorte com os amigos é inversamente proporcional à minha sorte no amor.
E sobre isto estamos conversados.

Tenho Medo

5.5.10

Há 5 anos que sigo religiosamente a série Desperate Housewives.
Alguns anos com mais emoção, outros com menos. Mas nunca, nunca, nunca me arrepiei tanto a ver um episódio como hoje à noite.
Aliás, duvido mesmo se conseguirei dormir durante o resto da semana.
A cara do Eddie não me sai da cabeça.

Casa

5.5.10
A Lúcia, que me conhece desde os 9 anos, há uns tempos disse que admirava o facto de eu não ter apego ao lar, no sentido lato do termo.
Referia-se a Portimão, a cidade que nos viu nascer. Ali vivi toda a minha infância e aos 17 fui para a universidade em Leiria. Aos 21 para o Rio de Janeiro. Aos 22 para Milão. Aos 25 para Lisboa. A Portimão volto de vez em quando aos fins-de-semana para ver a família e para mergulhar nas águas da Praia da Rocha.
O que ela não sabe é que cada um dos sítios onde morei são a minha casa.

Senti isso nesta última vez que estive em Milão.
No passado fui-me embora daquela cidade duas vezes, convencida de que era para sempre: em Agosto de 2006 quando acabou o meu semestre Erasmus e em Agosto de 2009 quando me despedi do meu emprego e quis mudar de vida. Anteontem ao ver Milão a perder-se de vista, não senti que partia definitivamente. Talvez porque nunca partimos realmente do lugar onde vivemos.
Por isso, na semana passada, assim que cheguei à Piazza di San Babila, no centro de Milão, na noite em que o Inter tinha passado à final e vi todos os carros embrulhados em bandeiras azuis e pretas, jovens nas motos sem capacete, o barulho dos gritos, apitos e buzinas, não achei estranho. Sorri como uma mãe que sorri com as brincadeiras do filho malandreco. Senti-me como um filho pródigo que regressa a casa. Estava em casa.

AddThis