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Parabéns Pai

31.3.11


Sei que esta é uma das grandes músicas da tua vida. Desde pequenina que me recordo de a cantares.
São 20 anos exactos que nos separam. De resto, muito pouco nos distancia.

És feliz?

28.3.11

Intrigam-me as pessoas muito felizes. 
Andam aos saltinhos pela vida, como se fossem borboletas coloridas num dia de sol perene. Não há nuvens, não há redes ameaçadoras, nem abelhas esfomeadas. Não. A vida é uma perfeita melodia e quem não dança ao som dela é um amargurado. Um cinzento.
Conheço algumas pessoas muito felizes. Usam cores garridas e andam sempre com um sorriso de anúncio nos lábios. Claro que sabe bem encontrar uma pessoa assim logo pela manhã. Há coisas que contagiam e a felicidade é uma delas. Mas, mal elas viram costas, a nossa felicidade vai embora. Com elas.
As pessoas normais, como eu, acham que é impossível estar feliz sempre. "A felicidade manifesta-se em fases e momentos" dizemos nós para afastar a frustração. 
Por vezes, observo-as de longe. Persigo-as com o olhar durante horas. Talvez à espera de ver um minuto de  cabisbaixeza, um momento mais cinzento, sempre com aquela mórbida esperança de os apanhar a lamentar-se de alguma coisa ou quiçá conseguir surpreendê-los com uma lágrima no rosto. Quero apontar o dedo como quem diz : "Aháaaa, eu sabia!" Porém, defraudam-me as ambições: as pessoas felizes são felizes sempre. 
Muitas vezes confundem-me com uma destas pessoas e divirto-me com isso: ter um casaco comprido amarelo e uma gargalhada tola asseguram-me o estatuto de pessoa feliz. Quem dera que fosse sempre assim e não tivesse de estar às 3h00 a escrever este post.
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Adeus Liz

24.3.11

E pronto. 
Perdemos a última lenda do cinema.

O meu país

23.3.11
Estou preocupada com o meu país.
Depois de 3 anos em Itália a presenciar a figura ridícula que o Berlusconi fazia no poder e o alvo de troça no qual se tornou perante o mundo inteiro, eu achava, no alto da minha superioridade ignorante, que Portugal era muito melhor e que o Sócrates estava bem longe daquilo. Pois, não estava. 
A questão é que, bem ou mal, a Itália funciona. Bem ou mal, a economia italiana dá cartas no mundo inteiro. Bem ou mal, o país anda para a frente. Bem ou mal, toda a gente tem emprego.
E nós portugueses ficamos entregues ao Deus dará. 

Deixem-me cá ir ao arquivo do blog e procurar no mês de Junho de 2009 porque é que decidir regressar a Portugal.

O Japão e o amor ocidental

23.3.11
É impressão minha ou existe um choque global muito maior com o sismo/tsunami do Japão do que houve com o tsunami da Tailândia em 2004 ou com o sismo do Haiti?
A sério, será preciso comparar números? Será preciso comparar as infraestruturas de cada nação e respectiva capacidade de recuperação? Será preciso comparar a força psicológica de cada povo para combater a tragédia? Será preciso comparar a prosperidade económica de cada um dos países vítimas das respectivas catástrofes?

Escusado será dizer que não é meu objectivo comparar estes acontecimentos, nem diminuir o sofrimento dos japoneses, mas apenas levar à reflexão de um certo favoritismo (?) da imprensa por esta catástrofe em particular.
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Fantasmas e assombrações

22.3.11

Não gosto de fantasmas.
Não são bonitos, não são bem-vindos e normalmente gostam de assustar as pessoas. Bem, estou a ser injusta, por vezes, até nem gostam de andar por aqui a pairar; ouvi dizer que às vezes ficam "presos" e não conseguem voltar para lá onde deviam estar. 
O Maurício de Souza, criador da Turma da Mónica e companhia, tentou convencer uma geração inteira (a minha) que o Penadinho e os amigos (a Dona Morte, o Zé Caveirinha, o Muminho e todas essas aberraçõezinhas deliciosas) eram todos boas pessoas e o que menos querem é assustar os pobres humanos. Mas isso era apenas uma manobra muito inteligente por parte do autor brasileiro para que as crianças soubessem controlar os seus medos.
O problema é que, chegando a adultos, quem nos protege dos fantasmas?
Eu queria fazer uma bela analogia entre os fantasmas, quais almas penadas do Além e entre as pessoas que saem da nossa vida e um dia, sem ninguém estar à espera, entram de rompante como se nada fosse. 
Perceberam a comparação, não foi? Ainda bem, porque eu perdi o fio à meada.
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5 anos de blog

21.3.11

O meu nome é Odisseando e hoje faço 5 anos de vida.

No dia 21 de Março de 2006, a minha proprietária resolveu criar-me com o propósito de manter os amigos portugueses actualizados relativamente às suas aventuras.
No Rio de Janeiro do longínquo 2005, a Internet era quase uma miragem, pelo que praticamente só poderia ser acedida através de cyber-cafés ou Lan Houses cheia de jovens malucos e viciados. Ia escrevinhando em alguns documentos word o que a inspirava, retalhos de vida esses que nunca viram a luz do dia.  Assim, em Fevereiro de 2006 quando a minha proprietária foi morar para Milão decidiu que não iria acontecer o mesmo. E umas semanas depois, nasci eu. 
A minha proprietária inspirou-se no livro do Mia Couto, Cronicando, para criar o meu nome. Apeteceu-lhe inventar o verbo "odissear" pois a própria se sentia como uma Ulisses à descoberta de um mundo que, até aí, era um desconhecido para si. Ah...a ingenuidade dos seus 22 anos!
Conheci-lhe dois namorados. Ao primeiro, a minha proprietária deu cabo do sebo. O segundo deu-lhe cabo do sebo a ela. Não há volta a dar: o karma persegue-nos a todos. 
Nestes 5 anos de vida, a minha proprietária teve três empregos. Andou sempre em busca da next best thing e foi sempre acumulando conhecimento. Fez as malas várias vezes e mudou de cidade em busca de novas aventuras. Ainda não encontrou a next best thing.
Eu que comecei por ter 5 leitores diários, após estes anos, tenho 300, muito graças à Kitty Fane, à Luna e à Pólo Norte, blogs da alta-roda que de vez em quando me linkam e me fazem envaidecer. Comecei por ser um blog ultra-pessoal e aos poucos fui-me tornando mais uma colecção de ideias e local de debate. A minha proprietária ainda não aprendeu a relativizar quando alguém escreve algo menos positivo. Acho que ela se leva demasiado a sério, por isso interpreta tudo muito a peito. Mas acho que com o tempo vai lá. No outro dia, contava-me em tom de desabafo, que queria iniciar um blog novo. Que estava cansada de toda a gente saber que eu era o seu blog pessoal e de ser julgada pelas coisas que escreve. Eu fiquei triste, claro, porque sei que entrei na vida de algumas pessoas e é sempre difícil quebrar laços. Mas já dizia o Senhor dos Blogues: "Na blogosfera nada se perde. Tudo se transforma." 
Graças à minha existência, a minha proprietária conheceu algumas pessoas muito interessantes, mesmo que todos achem que conhecer pessoas através da Internet é geek e nerd. A verdade é que, mais do que qualquer outro meio de comunicação web, o blog é uma extensão da pessoa que o escreve. E é possível criar laços e situações de intimidade com pessoas que nos vão lendo ao longo dos tempos. Sem estranhezas e sem preconceitos.
Hoje faço 5 anos. Não sei por quanto tempo ainda cá estarei, mas enquanto existir, podem sempre contar com a sinceridade e tolice natural da minha proprietária.
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A tradição ainda é o que era

18.3.11
Ontem tornei-me sócia de um clube de vídeo na Almirante Reis.

Assim de repente...

16.3.11

...quando deparo com o cartaz do novo filme do Nicolas Cage, acho que os implantes de cabelo lhe ficam muito bem. Sou capaz de ir contra o meu princípio anti-épicos-medievais-com-luta-e-feitiços-à-mistura e de ir ao cinema só para ouvir aquela voz sexy e quente. E o resto do homem, claro.
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Curiosidade

15.3.11
Assuntos polémicos originam respostas polémicas. 
Eu em 5 anos de blogue não me lembro de ter falado do casaco da Donna Karan que comprei em Nova Iorque ou de como foi a minha primeira noite de sexo. Falo de coisas que, para mim, representam algum ponto de interesse.
Há pessoas que comentam, discordando, com muita classe e elegância, às quais respondo sempre no mesmo tom. Mas depois existem as pessoas naturalmente agressivas que extravasam os limites do decoro social (e virtual). E com essas eu não sei lidar. (E agora vem a parte forte de mim e diz: "Nem quero.")
Relativamente ao post anterior, alguns amigos próximos que até foram à manifestação, contaram-me que gostaram imenso do texto. A isto chama-se fair-play.

Pronto, assim de repente, acho que é tudo.

Eis a verdadeira Gente da Luta

14.3.11
Manifestação Geração à Rasca - pelo talentoso Tiago Cruz Cação


Gosto das pessoas que vão à luta.
Gosto das pessoas que ficam 3 anos a trabalhar em cafés e lojas antes de irem para a universidade para não sobrecarregarem os pais com 4 ou 5 anos de estudos. Gosto das pessoas que trabalham desde jovens, mas aos 30 anos decidem que merecem mais do que isso, recusam-se a cair no marasmo intelectual, inscrevem-se num curso e acabam por ser das poucas que o terminam dentro do tempo previsto. Gosto das pessoas acabam um curso de Engenharia e, até encontrarem emprego, vão para as obras trabalhar, porque para além do cérebro têm bons braços para carregar baldes de cimento. Gosto das pessoas que arriscam e aventuram-se a fazer Erasmus num país onde nunca estiveram. Gosto das pessoas que sonham alto e que dão passos reais para seguir os seus sonhos. Ou então, vá, chamemos "objectivos", porque quem sonha é estúpido, mas quem tem objectivos é ambicioso. Gosto das pessoas audazes que querem fazer tudo e mais alguma coisa. Mesmo que só consigam fazer 50% daquilo a que inicialmente se propuseram, continua a ser incrivelmente mais do que aqueles que não querem fazer nada. Gosto das pessoas que se levantam às 6 da manhã para ir trabalhar e regressam às 23h30 a casa, porque foram para a escola de noite. Gosto das pessoas que aos 50 anos se sentem embaraçados por ter apenas o 8º ano (pois aos 14 anos tiveram de ir trabalhar para se poderem sustentar) e inscrevem-se no Curso de Reconhecimento e Validação de Competências. E descobrem ali que, afinal de contas, até são brilhantes. Gosto das pessoas que não conseguiram estudar, pois o apelo de um trabalho numa loja de artesanato era mais apelativo do que dependerem dos pais mais alguns anos, mas chegadas a adultas, sentadas no sofá da sala, respondem de olhos fechados a todas as perguntas nos concursos de televisão onde vão exclusivamente os licenciados, os mestres, os doutores dos nossos dias. Gosto das pessoas que saem do país que as viu nascer para ir para o estrangeiro trabalhar, pois não encontravam nada decente por cá, de acordo com os seus padrões. Gosto das pessoas que deixam namorado, mãe, pai, irmã e vão atrás de um trabalho onde são reconhecidas. Gosto das pessoas que regressam após alguns anos, dispostas a aplicar os conhecimentos aprendidos fora, qual estrangeirado dos tempos do Iluminismo. E dispostas a aprender mais. Gosto das pessoas que saem da zona de conforto: estudaram línguas, sim, mas encontraram trabalho num banco e ali ficaram porque afinal até têm jeito para atendimento ao público e para lidar com burocracias. E quem diz bancos, diz bares, jornais, escolas primárias ou lares de idosos. O que importa é arregaçar as mangas e não ficar à espera que os milagres aconteçam.
Todos estes exemplos que acabei de enumerar são reais e são pessoas que pertencem à minha vida. Todas elas são de gerações diferentes, nas quais as circunstâncias não eram, nem por sombras, melhores do que as actuais. E nenhuma destas pessoas foi à manifestação da Geração à Rasca. Porque no sábado estavam de mangas arregaçadas, sim. Mas a trabalhar. 
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Poplex

13.3.11

Continuo parca em palavras, por isso não me consigo alongar.
Ainda por cima partilhamos a mesma profissão e somos parecidas, pá.
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Adebayor, és um bocado tanso

11.3.11

Nota Introdutória: 
Informaram-me no meio de um bar barulhento na sexta-feira à noite que o Real Madrid é o clube dos skinheads. Que existe até mesmo uma sub-claque composta exclusivamente por senhores de cabeça rapada e cruz suástica tatuada. Por isso é que o Adebayor cortou o rasta. E se pudesse ter mudado de cor também o fazia. Continuo a achar que é um vendido.


Nota Linguística:
Recuso-me a dizer as rastas.


Já sabia que o Sapo faz mau jornalismo. Não só abusa dos erros ortográficos, como neste caso já cá mencionado, como parece que em falta de notícias decentes, toca a fazer artigos parvos para encher chouriços.
Tal não é o meu espanto quando ao ler uma notícia sobre a transferência do grande Adebayor (grande também literalmente, pois este avançado mede 1,94 m) para o Real Madrid, vejo que o título do artigo nem sequer foi o valor de transferência, mas sim a mudança de visual que decidiu fazer. No artigo com o título idiota "Não me via a triunfar aqui com rastas", o rapaz refere que cortou o rasta:

Mas então e o Gullit que jogou no A.C. Milan, meu grande cromo? E o Davids que jogou no Barcelona? Eles não triunfaram na mesma apesar dos cabelos com rasta?
Olha, deveria acontecer-te como aconteceu ao Sansão: ficares sem talento só por teres cortado o rasta. Isso é que era bem feito. Sou a favor de mudanças, sim, mas desde que nos mantenhamos fiéis a nós próprios.
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Dos amigos que nos fazem sentir como crianças

9.3.11
Com quantas pessoas podemos tirar fotografias parvas com os olhos tortos, inventar um nome africano e prometer uma à outra que iremos enviar aquelas fotografias para as agências de modelos de todo o país a propor-nos como modelos estrábicas? Não com muitas, pois não?
Obrigada, Gwanné.

No aguardo

8.3.11
Apetece-me escrever sobre algumas coisas, mas não posso. Assim, vou ficar caladinha aqui no meu canto à espera que a inspiração para falar de outros assuntos chegue e me tome de assalto.

Vá lá...

3.3.11
...houve um homem que concordou com os vários pontos do meu post abaixo. Já não me sinto uma maluca.

Beijinho para ti, Nuno.

Gente da Minha Terra - Itália

2.3.11


No Verão passado fui convidada a fazer uma pequena participação no programa Gente da Minha Terra, edição europeia. 
Quem tem andado atento à Sic Radical, já deverá ter visto um ou outro episódio em que o Rui Sinel de Cordes passeia por essa Europa fora acompanhando pelo seu sempre fiel realizador e operador de câmara, Nuno Alberto.
Ora, hoje é transmitido o episódio de Itália. Esperam-se paisagens maravilhosas, piadas bem picantes e negras e a presença de moi-même, que fui a entrevistada do programa devido à minha experiência de vida em Milão, Itália. E por "a entrevistada" entenda-se "a gaja que foi ali abandalhar aquilo tudo". 
Portanto, às 23h59 de quarta-feira, dia 2 de Março, liguem as vossas televisões na Sic Radical e durante 30 minutinhos riam-se um bocadinho. Só depois é que podem ir para a cama.

É desta, pessoal. É desta que me torno uma superstar!
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Os homens e a solidão

1.3.11
Há poucos dias um amigo de família deu um tiro na cabeça. 
Ele era novo, tinha um bom emprego, era respeitado, tinha um filho adolescente. Mas já não tinha mulher. 
A mulher decidira colocar fim à relação, sair de casa e iniciar outro romance. O nosso amigo não aguentou a dor. Recordo-me de vários casos, na minha cidade, em que homens se suicidaram por causa de mulheres. 
É interessante ver que, mesmo sem qualquer rigor estatístico, 90% dos casos de suicídio no género masculino têm como principal causa um desgosto de amor. Há uns tempos falava com o meu pai sobre o assunto e ele dizia-me que o sofrimento por amor estava no ADN das mulheres. Que estas estavam intrinsecamente preparadas para partir o coração várias vezes e tinham uma resiliência maior do que a dos homens. 
Na altura achei que era um discurso com uma pitada de machismo, mas hoje compreendi. A mulher, numa relação, considera o seu parceiro um ser feito à sua semelhança. Para ela, em termos afectivos, estão no mesmo nível e têm os mesmos direitos e deveres. Quando é o homem a acabar uma relação com uma mulher, a mulher chora, lamenta-se, grita ao mundo que a vida deixou de ter sentido. Mas, passado algum tempo - para umas muito, para outras pouco - ergue a cabeça, segue em frente e volta entregar o coração numa bandeja. 
O homem não. O homem não ultrapassa a rejeição porque acha que é superior à mulher. Considera que é humilhante, na sua condição de homem, macho, chefe de família e da relação, ser abandonado por uma mulher. Que uma mulher, esse ser fraco, nunca deveria ter ousado a trocá-lo por outro homem ou até mesmo pela solidão. Para um homem que sofre um desgosto de amor há duas soluções possíveis: arranjar outra mulher ou acabar com a vida. 
Pensem bem...quantos homens vocês conhecem, e que tenham tido relações longas ou importantes, que estejam solteiros há mais de 1 ano? Eu não conheço absolutamente nenhum.

O Pós-Óscares

1.3.11


Para partilhar a noite da cerimónia dos Óscares da melhor forma, eu e alguns amigos criámos um grupo privado no Facebook. O objectivo era partilhar ideias, publicar fotografias de momentos (leia-se vestidos), copiar piadas ditas, partilhar o entusiasmo, fazer apostas de última hora, rejubilar no momento da vitória dos nossos preferidos, insultar se ganhasse quem não queríamos.
E lá estava eu, a Sãozinha, a Elite, a Li, o Ivo, o Vasco e o Ricardito...todos em pontos geográficos diferentes. A maior parte tinha de trabalhar na manhã do dia seguinte, por isso a solidariedade e a empatia era mais do que muita. Houve quem adormecesse e só voltasse à vida quando a festa já tinha acabado e só restavam na TV as televendas, mas no geral aguentámo-nos bem.

A cerimónia foi desapontante para a maioria dos presentes neste grupo fabuloso: todos concordámos com a vitória do Christian Bale e da Melissa Leo (os poucos momentos de unanimidade) e todos discordámos da vitória de O Discurso do Rei. Eu pedia um milagre para o Jeff Bridges com um eventual Óscar consecutivo (após ter vencido em 2010 com Crazy Heart), o Ivo e a Sãozinha sonhavam que o Toy Story 3 ganhasse o Óscar de Melhor Filme. Mas os milagres não aconteceram.

No final da cerimónia, eu senti embaraço pelo James Franco, que apesar de todo o talento e versatilidade que demonstra no grande ecrã, comprovou que a apresentação não é o seu forte. A Anne Hathaway estava muito excitadiça, qual gata com o cio, e metia-me nervosa só de olhar para ela. Canta bem, não tarda nada vão pô-la a fazer o Moulin Rouge 2, mas sem playback e sem botox. Ela é mesmo linda.
Para piorar a já triste situação dos apresentadores, alguém teve a triste (brilhante?) ideia de pôr o Billy Crystal em palco. Em 2 minutos sacou mais gargalhadas da plateia e dos espectadores do que os dois apresentadores na noite inteira. Deixou saudades.

Prometemos juntar-nos todos novamente para o próximo ano. Espero que o Hugh Jackman se junte à festa e que não recuse pela terceira vez apresentar novamente a cerimónia. Precisamos de magia urgentemente.

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