Em mil novecentos e troca-o-passo, num jogo contra o nosso Benfica (digo "nosso" por ser português, vamos lá ter calminha, porque eu continuo a ser sportinguista, sim?) um jogador do Flamengo chamado João Batista de Sales ganha a alcunha de Fio Maravilha, após o golo da vitória. Todas as pessoas que viram o jogo dizem que João, não só foi o protagonista do jogo, como fez jogadas inesquecíveis.
Um dos maiores artistas do Brasil faz-lhe uma homenagem, focando as proezas do jogador e beleza do jogo em questão, em versos como:
Foi um gol de anjo, um verdadeiro gol de placa
E a magnética agradecida se encantava
Fio maravilha, nós gostamos de você
Fio maravilha, faz mais um pra gente vê
E novamente ele chegou com inspiração
Com muito amor, com emoção, com explosão e gol
Sacudindo a torcida aos 33 minutos do segundo tempo
Depois de fazer uma jogada celestial em gol
Tabelou, driblou dois zagueiros
Deu um toque driblou o goleiro
Só não entrou com bola e tudo
Porque teve humildade em gol (...)
A canção Fio Maravilha tornou-se uma das canções mais famosas de Jorge Ben, tendo a capacidade de imortalizar esse jogador como nenhum outro na história. Não, o Rui Veloso a falar do Jardel não conta. Influenciado por um advogado idiota e com vontade de fazer uns trocos, Fio Maravilha resolve processar Jorge Ben pelo uso indevido e não autorizado do seu nome numa música - novamente, hit nacional. Jorge Ben foi obrigado legalmente a mudar a música para Filho Maravilha, que é a versão que muitos de nós conhecemos. Jorge Ben, desiludido com esta atitude merdosa, deixou de cantar a música durante vários anos, até que em 2007, Fio Maravilha disse que se tratava de um mal-entendido e que autorizava Jorge Ben a cantar a música original. Olha, foda-se para isto, é o que eu digo!
Isto tudo para vos dizer que amanhã vou ver um show do Jorge Ben e estou a ver se consigo decorar todas as músicas de 50 anos de carreira numa tarde.
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