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Taxistas cariocas (parte IV)

1.4.14

Depois de centenas de viagens de táxi feitas na vida, só faltava mesmo este: o taxista mágico. 
Não, ele não me fez desaparecer, não me levou para a cama sem eu dar conta, nem se transformou em Michael Fassbender com um rápido estalar de dedos. Simplesmente, mal entrei no carro, pediu-me para olhar para a mão dele que, primeiro estava aberta, depois fechada, e aos poucos foi empurrando com o dedo da outra mão um saco de plástico da mão que estava fechada. Depois mostrou-me esta caixa: ele abria-a apenas com uma mão e a tampa deslizava como manteiga. De seguida, pediu-me para que a abrisse. Obviamente havia ali algum truque qualquer e não consegui sequer que a tampa se movesse um milímetro. Perguntei-lhe quantas pessoas conseguiram abrir a caixa e ele disse-me "duas em cem". Eu estava tão animada com aquela corrida de táxi surreal que só dizia UAU e BRAVO a todos os truques. 
Mas, lá no fundo, eu só conseguia pensar que encontrei um taxista mágico e que isso não acontece muitas vezes. Talvez uma em mil. Por isso, fui eu quem ficou a ganhar.

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