menu-topo

Casaco vermelho!

30.11.08


Um casaco vermelho era o meu sonho de consumo.
Tenho imensos casacos longos, mas acho que o vermelho é a cor mais poderosa de todas e há cerca de 2 anos que andava à procura de um casaco que amasse verdadeiramente.

Aprender italiano? Ok, mas antes aprende inglês!

27.11.08
Se por acaso algum de vós estiver a pensar em vir trabalhar para Itália ou aprender a maravilhosa e língua italiana, frequentem um curso de inglês no Wall Street Institute primeiro.

Sim, ouviram bem. Para falar italiano, terão de saber muito bem o inglês, embora os italianos consigam a engraçada proeza de não saber falar inglês mesmo utilizando TANTOS termos em inglês. E para não dizerem que exagero, acabei de receber um e-mail de um colega de trabalho, que dizia o seguinte:

In allegato la riallocazione del budget con lo switch tra digital community degli spazi del betting su Wap di H3G. Ho modificato anche il web community portando a 70K novembre e 30K dicembre invece che 50K e 50K poichè più in linea con lo spending ad oggi fatto dall'area.

Está certo, em contexto de trabalho às vezes há muitos termos que dizem em inglês (mal pronunciados ainda por cima) como "browser" (dizem brôuser), "ready" (dizem "rídi"), "data source" (dizem "data surce"), "management" (manádjement). Estas coisas ao início faziam-me um bocado de impressão porque na verdade cerca de 35%, 40% do discurso dos italianos é feito em palavras inglesas e os italianos em geral não sabem dizer uma frase em inglês.

Interessante também é o facto de utilizarem palavras em inglês, que em inglês não existem naquele contexto. Por exemplo, a voz-off de um anúncio ou o locutor de rádio, eles chamam "lo speaker", e em inglês un "speaker" é um orador, ou um representante político.

Isto para além dos comuns trending, meeting, digital, fashion, break, spot, slide, screenshot, account, clown, single, stage, mouse, computer. (e todos estes termos têm o seu equivalente em italiano, atenção!)

Não sou uma linguista moralista pois nem sequer inseri os termos ingleses que eles usam e que nós em português também utilizamos frequentemente como o e-mail, background, feedback, cocktail. Mas se em português os casos são pontuais, em italiano a situação é dramática.

Houve Festa!

25.11.08

Pois foi, houve festa por ocasião do meu 25º aniversário. 
Como diz a Kitty "já ninguém faz 25 anos". E ainda bem. Depois de um presente encomendado directamente da Líbia, das surpresas das meninas que moram comigo, fui jantar com os colegas e amigos a um restaurante mexicano muito giro. Como me dou bem com praticamente todos os 100 colegas da empresa, tive de estabelecer uma regra: eram convidadas apenas as pessoas que conversam comigo o equivalente a uma quantidade de 60 minutos ou mais por semana. E no final, éramos 16. Nada mal, não é? Houve bolo, margaritas, fajitas, tequila shots, concerto de acid jazz no Blue Note. Nada mal Rafaela!

Hoje é o meu último dia com 24 anos...

21.11.08
e tenho para mim que o meu 25º ano de vida vai ser extraordinário!

Palmas para o Google!

21.11.08

O Google não pára de nos surpreender.

Agora tem esta nova giríssima funcionalidade no Gmail que nos permite personalizar o layout da página e escolher muitos tipos de design diferentes. Alegrou os meus dias!


Separados à nascença?

16.11.08
Quem me conhece bem sabe que tenho este estranho hábito de encontrar parecenças entre os mais comuns dos mortais e gente famosa. Apareceram-me de todos durante esta vida, uns mais parecidos, outros menos. Creio que a mais parecida de todas, encontrei-a com a Tina, em plena Ponte di Rialto em Veneza, numa comum mortal que era igualzinha à Elizabeth Taylor. Uma versão da Elizabeth Taylor já envelhecida, com excesso de peso, cabelos desgrenhados e divorciada 38 vezes. Mas tão parecida, tão parecida que tive de ir abordá-la (sim, porque eu nunca estou calada) e quando me aproximei, percebi que era brasileira. Perguntei-lhe: "Sabia que você é igualzinha à Elizabeth Taylor?". Com um sorriso respondeu: "É, eu sei, todo o mundo diz...". Pronto, dever cumprido.

Mas desta vez a situação é mais séria. Há dois actores famosos, um porque é o melhor actor espanhol da actualidade, o Javier Bardem, e o outro que pelo nome ninguém chega lá, Jeffrey Dean Morgan, mais conhecido como Denny Duquette da Anatomia de Grey. Irresistíveis, não é?
Pois, para mim são iguaizinhos e se não tivessem nascido com 3 anos de diferença, diria que tinham sido separados à nascença. Aqui vai a foto para vossa comparação:

Lisboa Express

11.11.08

E depois há aqueles fins-de-semana que vêm mesmo a calhar. Bastou um vôo relâmpago a Lisboa e 24 horas para recarregar energias e acumular sorrisos e gargalhadas que cheguem para alguns meses.
Fui a Lisboa para o aniversário dela. Passeámos, fomos insultadas por taxistas, falámos de ex-namorados, amigos e colegas, bebemos café, bebemos sangria, cantámos "O anzol" num karaoke do restaurante chinês mais famoso de Lisboa, conversámos até amanhecer, abraçámo-nos, ela levou-me ao LUX pela primeira vez na minha vida, levou-me ao aeroporto pela centésima vez.
Dias assim são os que alimentam a alma. A minha, que é infinita, hoje está bem cheia.




Yes, We Can - o slogan perfeito

7.11.08
Não sei se terá sido o próprio Barack Obama a idealizá-lo. É mais provável que tenha sido o seu enorme staff. Mas seja quem tenha sido, ficará na história: "Yes, we can" é talvez o slogan mais incisivo, poderoso e colectivo de sempre, à semelhança de apenas "Think small" de Bill Bernbach (para a campanha Volkswagen) e "Hasta la victoria siempre" do comandante Che Guevara.

Mas qual é o segredo por detrás do sucesso clamoroso destas três palavras?
Em primeiro lugar, o número. Simplesmente três palavras; uma frase clara, curta, simples, talvez até mesmo sejam demasiadas palavras para ser um slogan. Três palavras potentes e polivalentes ao mesmo tempo, palavras de uso mais do que comum e ainda assim poderosas e profundas.

Yes é a primeira palavra. Talvez seja a palavra mais significativa de todo o slogan; liberta um arrebatador sentimento de optimismo que deve ser a base e o ponto de partida de qualquer mudança.
Obama quer mudar a América e, portanto, o Mundo, mas para o fazer é necessário o optimismo da gente, a esperança de um futuro melhor, a confiança.
Um pormenor importante é a vírgula depois da palavra "Yes". Ela assinala, em termos sintáticos, uma pausa e revela-se fundamental para compreender o significado de todo o slogan: depois de ter pronunciado a palavra "yes", ou seja após ter esclarecido que é o optimismo o ponto de partida, a pausa marca um momento de reflexão, um momento em que cada um deve olhar para dentro de si mesmo e perceber se é dotado deste sentimento positivo.

We é a palavra central. A sua posição não é casual, mas evoca explicitamente o seu significado profundo. "We" na verdade significa "nós" e, no sentido lato, todas as comunidades, toda a unidade de mentes e corpos da América. A sua posição não é casual, dizia eu, porque "liga" a primeira palavra à segunda. É este o significado: o povo deve estar unido para poder efectuar uma mudança; ninguém pode mudar o mundo sozinho, nem eu, nem tu, nem ele, mas NÓS. O optimismo é assim o ponto de partida, mas é a união de intentos e de esforços que pode concretizar a mudança.

Can é o verbo e a palavra conclusiva e portanto a palavra mais intensa e poderosa de toda a frase. É um verbo auxiliar modal que tem dois significados: poder fazer e saber fazer.
Em ambas as acepções do termo, "can" não quer exprimir uma tentativa, mas uma vontade tenaz e decidida de chegar até ao fundo; de poder fazer exactamente porque se sabe fazer, ou seja, de mudar o mundo porque se é capaz de mudar o mundo. Os americanos podem mudar a América e sabem como se muda a América.

"Yes, we can" é uma mensagem forte, intensa, que fala directamente ao coração da gente.
A mudança é possível, mas nasce com o optimismo e toma asas com a colaboração.



Nota: Tradução do texto original em italiano, gentilmente cedido pelo autor, que pode ser encontrado aqui.

O primeiro dia do resto da minha vida

5.11.08


Hoje dirigi-me para o metro, como tantas outras manhãs.
Ontem pedi só mais um dia e hoje esse dia tinha chegado. Conformada com a temperatura baixa, concentrando-me para me equilibrar nos 10 centímetros de salto dos sapatos pele de leopardo que decidi usar hoje, lá fui eu. A tristeza estava para se apoderar de mim porque sim, a minha vida neste momento é muito triste. Procurei a moeda de 1 euro que tinha no bolso do meu trench-coat e dei ao senhor do quiosque para comprar o Corriere della Sera, que todas as quartas-feiras traz um suplemento fantático sobre tudo o que se passa em Milão, o Vivi Milano. Fiquei feliz quando vi este senhor na capa e vim a sorrir no percurso até ao trabalho.

Se as coisas podem mudar na América, também podem mudar na minha vida.

AddThis