Se por acaso algum de vós estiver a pensar em vir trabalhar para Itália ou aprender a maravilhosa e língua italiana, frequentem um curso de inglês no Wall Street Institute primeiro.
Sim, ouviram bem. Para falar italiano, terão de saber muito bem o inglês, embora os italianos consigam a engraçada proeza de não saber falar inglês mesmo utilizando TANTOS termos em inglês. E para não dizerem que exagero, acabei de receber um e-mail de um colega de trabalho, que dizia o seguinte:
In allegato la riallocazione del budget con lo switch tra digital community degli spazi del betting su Wap di H3G. Ho modificato anche il web community portando a 70K novembre e 30K dicembre invece che 50K e 50K poichè più in linea con lo spending ad oggi fatto dall'area.
Está certo, em contexto de trabalho às vezes há muitos termos que dizem em inglês (mal pronunciados ainda por cima) como "browser" (dizem brôuser), "ready" (dizem "rídi"), "data source" (dizem "data surce"), "management" (manádjement). Estas coisas ao início faziam-me um bocado de impressão porque na verdade cerca de 35%, 40% do discurso dos italianos é feito em palavras inglesas e os italianos em geral não sabem dizer uma frase em inglês.
Interessante também é o facto de utilizarem palavras em inglês, que em inglês não existem naquele contexto. Por exemplo, a voz-off de um anúncio ou o locutor de rádio, eles chamam "lo speaker", e em inglês un "speaker" é um orador, ou um representante político.
Isto para além dos comuns trending, meeting, digital, fashion, break, spot, slide, screenshot, account, clown, single, stage, mouse, computer. (e todos estes termos têm o seu equivalente em italiano, atenção!)
Não sou uma linguista moralista pois nem sequer inseri os termos ingleses que eles usam e que nós em português também utilizamos frequentemente como o e-mail, background, feedback, cocktail. Mas se em português os casos são pontuais, em italiano a situação é dramática.